Lucas 23:39
Marcos 15:29-30
Mateus 27:39-42
Eu nunca havia parado para meditar mais profundamente neste trecho da Palavra de Deus.
Quando lia, ou pensava nessa passagem, imaginava a cena sem muita profundidade.
Jesus, o Cristo, Filho de Deus, recebendo essas "chacotas", e não se importando, não reclamando... e olha só, eu também não devo reclamar quando e se sofrer esse tipo de afronta e etc. e etc...
Era dessa forma que eu entendia e recebia... como uma especie de ajudinha pra suportar o insuportável.
Simplesmente desassociava o fato de algo mais profundo, mais cruel, triste e doloroso.
Hoje tive consciência da importância d'Ele sofrer essa afronta.
Do quanto isso doeu, d'Ele não se esquivar, não refutar, não sair dali (ele podia mas não fez), continuar firme, aguentando calado, a vergonha, o desprezo e continuar firme na realização da obra redentora.
Ser apontado como "aquele que prega o que não vive"... isso dói, isso desestrutura, dilacera... como um tapa na cara... dos dois lados. Uma vergonha, um vermelhidão na face, uma vontade de pegar a mesa pelos pés e jogar longe... porque às vezes nós mesmos fazemos isso conosco.
Sim, diariamente eu e você e muitos que tentam de alguma forma fazer a obra de Deus, somos confrontados e afrontados por uma realidade dura e amarga de não vermos o fruto de nossa pregação sendo colhido em nossa própria casa e família.
Hoje "clareou" uma percepção em minha mente do quanto isso realmente foi terrível, o que ele passou para amenizar o que passamos hoje!!!
Eles estavam ali. Cara a cara. Apontando o dedo. Rindo, escarnecendo, gritando.
Uma afronta direta. (Nós apenas imaginamos, e por vezes ficamos sabendo de alguém que falou)
Ele foi alí, direto, junto com o "cuspe" as palavras... e Ele suportou...
Para que a semente germinasse, frutificasse (nós), e continuasse anunciando esses feitos, esses fatos, e, ainda ficássemos satisfeitos de alguma estranha e incompreensível forma. (Salmos 22:26) (Salmos 22:30-31) E ficamos, e isso é lindo, e maravilhoso.
E creio que não por acaso, logo após assimilar-mos a extensão do cuidado, do preparo, do amparo, da remissão e podermos enfim encarar o insuportável como suportável devido ao que Ele sofreu na Cruz descrito neste Salmo 22, vem o Salmo que traduz todo esse cuidado d'Ele para conosco. Salmo 23, nosso "mantra" sagrado que faz nossa alma descansar em segurança e renova nossas forças.
Aí só me resta, ou nos resta, continuarmos, apesar do: "Você não prega o milagre, a cura, a salvação da família? E a sua família? Porque está dessa forma?"
Glória a Deus!
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